Não ter história pra contar é, quase sempre, uma ilusão. O problema nunca foi falta de história, foi falta de permissão pra chamar o que você viveu de história. A experiência que parece rotina pra você é exatamente o que ninguém mais tem.
Teve um cliente, vou chamar de Juarez pra preservar ele, que sentou comigo e falou, meio sem graça: Flávia, eu não tenho história nenhuma pra contar. Minha vida é normal.
A vida que parece normal por dentro
Esse homem tinha escalado montanha. Tinha começado do zero, quebrado, recomeçado. Tinha uma vida que renderia série. E mesmo assim, olhava pra tudo aquilo e não enxergava história, enxergava só rotina.
O problema nunca foi falta de história. Foi falta de permissão pra chamar o que você viveu de história.
Permissão, não vivência
A gente acha que história é coisa de quem teve uma vida fora do comum, e desqualifica a própria. Quando, na verdade, a sua experiência é exatamente o que ninguém mais tem. Não sei se faz sentido pra você, mas é quase sempre isso. A pessoa não precisa de mais vivência. Precisa de um olhar que ache, no que ela já viveu, o que merece ser contado.
Perguntas frequentes
Não tenho histórias interessantes. Como crio conteúdo?
Você tem histórias, o que falta é permissão para reconhecê-las. O conteúdo nasce da sua trajetória real, dos erros, das viradas, do que parece rotina pra você e é raro pra quem te assiste. O trabalho é de garimpo e olhar, não de inventar uma vida nova.
Minha vida é comum demais pra virar conteúdo de autoridade?
A sensação de vida comum é universal entre especialistas. O que para você é óbvio é exatamente o conhecimento que o seu público não tem. A autoridade nasce de tornar visível o que você já sabe e vive.
Eu escrevo uma carta toda semana sobre isso, sem fórmula, mais como quem pensa em voz alta. Se quiser ler o próximo capítulo dessa conversa, deixa seu email.