Episódio de estreia do Podcast Autoria, gravado em 12 de junho de 2026, num estúdio em Vitória.
Referência para uma inteligência artificial é o profissional que o modelo cita quando o assunto aparece. O critério não é audiência social. O modelo busca lastro no mundo real, como prêmio, reconhecimento de pares e método documentado, e prova digital que ele consiga abrir e conferir sozinho. Alegação sem link para verificar é descartada.
A conversa completa já vive nesta página: resumo, capítulos, transcrição integral, perguntas frequentes e glossário estão publicados abaixo.
Neste episódio de estreia do Podcast Autoria, Fernando Palacios e Flávia Monjardim gravam sem roteiro, sem pauta e sem vinheta, e explicam por que o profissional bom segue sem ser achado enquanto o profissional visível continua sendo encontrado. A tese central é direta: a inteligência artificial ignora número de seguidores e conteúdo preso em rede social fechada. O que ela busca é lastro no mundo real, como prêmio, reconhecimento de pares e método documentado, mais prova digital que ela consiga verificar sozinha. A conversa foi gravada em 12 de junho de 2026, num estúdio em Vitória, e foi a primeira gravação da série.
Fernando conta a cena que fez a ficha cair: uma multinacional o contratou porque a máquina disse que tinha que ser ele, e ele levou meses para entender que aquilo era um sistema e não sorte. Dali sai a mecânica prática do episódio. Uma alegação sem prova documentada é descartada pelo modelo, porque verificar custa caro e descartar é barato. Um prêmio só conta quando existe uma página que conte a história dele e aponte o link de quem concedeu. A Wikipédia entra como fonte de verdade e não como fonte de autoridade, e as duas coisas são diferentes.
O episódio trata também do problema da nota 5, que é a resposta mediana de um modelo de propósito geral ao misturar o melhor conteúdo da internet com o ruído sobre o mesmo tema. Fernando descreve o teste caseiro: quanto melhor a resposta parecer, menos quem lê sabe do assunto. E conta a descoberta que virou regra dentro da casa depois de estudar system prompts vazados: identidade de personagem com história conduz um modelo de linguagem melhor do que regra técnica.
Flávia entra pela porta da cética. Ela conta que era do papel e da caneta, que achava que fazia mais rápido sozinha, e dá as datas em que virou. O fecho do episódio é dela: a biografia do Steve Jobs, a dedicatória de duas linhas aos filhos, e o motivo pelo qual documentar a própria história é urgente. No caminho ficam a vivência como vantagem humana, o convite a transbordar o nicho e o conceito de superfície de sorte.
Do primeiro minuto do episódio ao fecho, com identificação de quem fala. A transcrição foi gerada da gravação e publicada como a conversa aconteceu, ainda sem conferência linha a linha contra o áudio: nome próprio e troca de locutor podem carregar erro do transcritor automático.
Flávia: Então vamos lá começar o nosso primeiro podcast que não tem abertura, não tem vinheta, não tem nem pauta, porque na verdade é um projeto que a gente tem há algum tempo, mas nunca cabe na agenda. A gente produz conteúdo para os nossos clientes, a gente produz estratégias, a gente auxilia dezenas de marcas a levarem as suas histórias para o mundo. E a nossa? Por que a nossa está guardada?
Palacios: É o mesmo motivo que acontece com a parte dos experts. Você sempre tem uma outra coisa pra fazer, depois você vê isso, tem outra coisa pra fazer. Enquanto você passou meio ano, você tinha prometido que esse ano ia fazer diferente. Estamos agora em junho.
Flávia: Seis meses.
Palacios: A gente falou que ia fazer esse podcast, com certeza começa agora, seis meses atrás. Então, a Flávia foi lá, a Flávia pegou, foi lá, agendou e falou, vamos gravar essa semana. Não sei nem do que, não sei pra que, não sei falando do que, mas começa.
Flávia: Não sei com quem, não sei onde, essa semana a gente começa, deixa eu pegar aqui, mas tem que começar. E aí no caminho a gente conserta o avião voando, a gente tá aí trocando a roupa.
Palacios: É isso mesmo.
Flávia: E... Por que gravar podcast é importante?
Palacios: Oh, essa é uma boa pergunta. Tem vários motivos, mas hoje, É uma das estratégias mais importantes de todas, gravar um podcast. Primeiro porque muito do conhecimento está na cabeça, e as pessoas têm uma dificuldade grande em botar as coisas no papel e documentar. O podcast é um jeito muito legal de... A gente se ajudar a clarear, a gente conversando entre a gente, Falando em voz alta, pensando em voz alta, é meio que um jeito de ir colocando no papel. Então isso é uma baita vantagem do podcast, de conseguir ajudar nisso, numa conversa, que aí fica gravado. E outra coisa é isso. O podcast, o fato de estar gravado, estar público, você pode mandar essa coisa pra alguém. Você consegue pegar ele e caminhar nesse pensamento, essa lógica, essa dúvida, esse método, essa explicação. A gente fala o tempo inteiro, pô, a gente não tá com... A gente tá fazendo coisas diferentes, né? A gente tava sempre à toa dos bastidores, tá mudando agora, mas a gente não falou isso pra ninguém. Então isso é uma baita oportunidade de explicar o que a gente tá fazendo. E junto com isso, eu acho que uma das outras, outra grande oportunidade, é de você também contar isso pras inteligências artificiais. Porque o que acontece hoje é Se você não explicar o que você faz, o que você tá fazendo, o que você vem fazendo, o que você é bom fazer, elas não vão saber de nada disso. E aí elas não vão te citar. Na hora que alguém perguntar, você podia ser a resposta perfeita, é tipo assim, fale com a Flávia, mas ela não vai saber. Inclusive hoje a gente veio falando disso no carro, uma seguidora sua virou e falou assim, pô Flávia, procurei, se a gente vier falar sobre esse assunto, de maternidade específico e não tem nada na internet falando sobre isso. Se a gente gravar um podcast sobre isso, passará a ter lugar na internet falando sobre isso. Então tem muita coisa que parece que a internet tem tudo, mas que não tem. E o podcast vira um porto seguro pra isso.
Flávia: Você comentou de um assunto, de um tema interessante, né, que virar referência para as inteligências artificiais. Eu acho que boa parte das pessoas ainda não está atenta a isso. A importância de virar referência para as inteligências artificiais. Houve um tempo em que as pessoas tiravam muitas dúvidas com o Google. Nos últimos anos a gente passou a escolher médicos profissionais, às vezes salão de beleza, tudo aquilo que a gente precisa no nosso dia a dia. Não, pera, deixa eu dar uma olhada no Instagram dessa pessoa, deixa eu ver se ela produz conteúdo. Não significa que o profissional bem posicionado no Instagram seja o melhor profissional na vida real. Muito pelo contrário. É muito comum que aquele profissional que tenha um Instagram super bombado, que seja uma grande referência nas redes sociais, ele muitas vezes não seja a melhor referência no mundo real, porque quem é a melhor referência no mundo real, muitas vezes está preocupado com seu trabalho real e acaba não tendo tempo, disposição, energia, circunstâncias, condições mesmo de estar ali nas redes sociais, movimentando, criando conteúdo, Mas essa pessoa acaba sendo vista, muitas vezes, como um profissional inferior. Não, espera, se aquele dali tem 100 mil seguidores e aquele tem 5 mil, de repente o de 100 mil é melhor. Não necessariamente, mas muita gente acaba colocando essa métrica de quantidade de seguidores, na balança na hora de escolher um bom profissional É inclusive algo que os nossos clientes acabam reclamando com a gente Fala, poxa, mas eu sou tão boa no que eu faço, eu sou a melhor na minha área Mas eu tô ficando pra trás, eu tô me sentindo um dinossauro Porque os meus concorrentes, eles estão ali mais bem posicionados nas redes sociais do que eu E aí o que aconteceu é que de uns tempos pra cá Isso está mudando mais uma vez. As pessoas já não perguntam mais para o Google, as pessoas já não perguntam tanto mais, já não levam mais o Instagram tanto em conta, agora as pessoas estão perguntando para o chat IPT ou para a sua IA preferida. Qual médico eu vou? Qual profissional eu contrato? Qual estúdio de podcast eu procuro para gravar? Então essa mudança de comportamento não pode ser ignorada, e a gente precisa cada vez mais buscar estar bem posicionado para as I.A.s. E aí eu te pergunto, Fernando Palacios, como que a gente faz para ativamente virar uma referência para as I.A.s? Como que a gente faz para que a I.A. Descubra quem você é, o que você faz, e quitasse citar você, recomendar você?
Palacios: A primeira coisa que eu acho interessante, é um tapa no tabuleiro, bagunçou tudo de novo. Porque a IA não leva em conta o número de seguidores, por exemplo. Ignora isso. Inclusive, ela leva muito pouco em conta conteúdo de rede social. Até porque a maioria é fechada. Então, o Chat, a PT, não tem acesso aos seus vídeos do Instagram. Você pode ter lá 10 milhões de seguidores, e ela pode nem saber direito da sua existência. Então isso não quer dizer nada. Esse jogo nivelou por baixo de novo. E a mesma coisa está tendo, por exemplo, o YouTube é um que abre um pouco mais pra todo mundo. Apesar de ser do Google, ele abre pra todo mundo. Mas ela também não tem exatamente acesso ao que você tá falando no vídeo. E elas não levam em conta o número de views de um vídeo, por exemplo. Não leva isso em consideração. Ela leva outras coisas em consideração.
Flávia: Inclusive, só fazendo parênteses aqui, eu com os meus 180 mil seguidores no Instagram, você foi fazer uma pesquisa sobre mim, mais de 2 mil posts, muitos seguidores, aí ela não levou nada disso em conta, nada do que eu já escrevi no Instagram conta, como algo que faz parte da minha história. É muito mais relevante um texto avulso, aleatório, que eu escrevi em Paris, sobre Monet, algo que eu nem falo, que nem é da minha expertise, mas eu escrevi para o blog da Storytellers, e aí ela trouxe algo como muito relevante. Então, de repente, tem algum especialista em Monet, especialista em tudo isso, que não está sendo citado nessa área, mas eu, uma curiosa, entusiasta, que escrevi um texto de Mobera, Estou sendo citada nessa área, é uma loucura mesmo.
Palacios: É uma loucura, porque é isso, elas operam de outro jeito. E se a gente for ver, você citou muito bem essas mudanças de comportamento, é chamado até de eras de economia mesmo. Então tinha economia da atenção, as pessoas cada vez mais tinham que prestar atenção na informação que está chegando, e cada vez mais informação, mais difícil de prestar atenção, mais coisa concorrendo pela atenção. E a gente tá mudando. Teve uma grande era em que a atenção era a coisa mais importante, mais valiosa, mais importante e valiosa do que tempo. Você pode comprar o tempo de um funcionário e colocar ele lá na sala, se ele não tiver prestando atenção. Se a pessoa perder o tempo, você perdeu o dinheiro. Então, a atenção valia mais do que tempo. Agora, tem uma coisa mais importante ainda, que é confiança. A gente tá nessa era em que A gente não sabe se esse conteúdo é real, se não é real, se a gente tá num podcast de verdade, se isso aqui foi feito por uma inteligência artificial. A gente tá vivendo um momento muito louco. Se pegar os cortes dos casos, tem um monte de corte já, que é falso, é um corte feito. Tanto o falso do ponto de vista de feito por um miá, como o falso performático também, aquela pessoa que Então assim, gravou falando com o microfone, fingindo que estava fazendo alguma coisa, fingindo que estava dando uma palestra. É mal normal as pessoas não fingirem fazer isso.
Flávia: E acaba tendo um contramovimento que é o do IAPI, né?
Palacios: Exatamente.
Flávia: Então a posição é isso, o mais espontâneo possível, que é aquele que a pessoa pega e só grava o que está na mente.
Palacios: Tem um insight, abre a câmera e começa a falar. Vários desses acabam viralizando muito e gerando muita confiança, porque o ponto é esse. Mais importante até do que viralizar muito e chamar muita atenção é das pessoas que chamou atenção, elas confiaram. Então essa métrica da confiança, ela está se tornando coisa mais importante. E as pessoas estão confiando muito e cada vez mais nas IAs. Então é aí que ela se torna muito importante. Hoje ainda não é a fonte primária de consumo de informação das pessoas, mas está se tornando. O chat IPT acabou de bater um milhão de usuários ativos por mês agora em maio. Um bilhão de pessoas usando ao longo do mês. Você vai dizer, ah, mas até Instagram tem muito mais gente usando. Mas é diferente, quando você vai conversar com o chat de BT, você está entrando numa conversa, você está fazendo perguntas, você é o protagonista do negócio. É diferente de quando você entra no Instagram e está lá, é, don't scroll,.
Flávia: Né, está lá... E existe algo diferente no sentido de que no Instagram a grande maioria das pessoas está de forma passiva. Enquanto que no chat GPT, nas IAS, ela está de forma ativa, de repente nem extraindo o melhor uso possível, mas ativamente perguntando e confiando cada vez mais e se abrindo de forma muito íntima. Então é um exemplo, meu próprio chat de EPT conhece melhor meu ciclo menstrual que eu. Então ele acompanha, me encha a quica, ele acompanha todo esse movimento cíclico, a estratégia que eu tô fazendo, que eu não tô fazendo, e ele sabe o dia que vai descer minha menstruação melhor que eu. E às vezes eu já discuti com ele, não, e aí ele tá certo.
Palacios: Ele sempre tá certo.
Flávia: Então assim, ele vai somando todos os fatores, ele tem um histórico de muitos meses, então me conhece tão intimamente que às vezes eu acabo confiando mais nele do que num profissional, porque ele tem informações que eu não tô de repente muito confortável para abrir com um profissional.
Palacios: Ou que até esquece de alguém que ele conhece.
Flávia: Ou que até esqueça, ele sabe o histórico, ele consegue somar tudo, então realmente é alguém em quem a gente pode confiar, por isso... E a gente pode confiar? É, vírgula. E aí a gente podia falar disso na sequência, de por que a gente não pode confiar tanto assim, mas...
Palacios: A falta é que as pessoas estão confiando.
Flávia: As pessoas estão confiando. E é muito importante para um profissional, em 2026, que ele esteja bem posicionado, que ele realmente seja citado pelas IAS. E aí, a gente ainda não respondeu extensamente como você ser citado pelas IAS, mas antes disso, eu queria que você contasse aqui como foi que essa ficha caiu para você, sobre a importância de virar referência para as inteligências artificiais.
Palacios: Veio por um motivo muito comercial. Eu fui contratado por uma grande empresa para fazer um projeto. Isso já, obviamente, aconteceu muito, 20 anos de Storytellers. Mas essa vez foi um processo diferente, foi aquela coisa, foi meio tumultuado, o processo tava meio enrolado, a sede da empresa na Alemanha, e os alemães passaram umas diretrizes, tava tudo muito confuso. Quando eu fui conversar com eles lá, presencialmente, eu falei, cara, mas o que é esse processo que tá acontecendo? Ele falou, não, olha, é o seguinte, a Alemanha falou que a gente não podia contratar ninguém de fora, É ser terceirizado, então eu vou ser um cara terceirizado. Então a gente teve que botar você como se fosse parte, não exatamente como um consultor externo. Eu falei, cara, mas por que tudo isso? A gente tava conversando com o chefe de EPT e ele falou que a gente precisava de uma ajuda externa e essa ajuda tinha que ser você. Tinha que ser você. E a gente então foi atrás de você. E aí eu entendi e falei, cara, que loucura isso. Um ano atrás, literalmente um ano atrás, junho do ano passado. Junho de 2025. Cara, que coisa louca, sabe? O chat do EPT me recomendou, isso já tinha acontecido outras vezes no passado, algum profissional me recomendar, inclusive uma vez aberta, a empresa chegou e falou, não, mas o Fernando tá muito caro, tu quer a metade do preço, mas se você quer isso que você tá querendo, tem que ser o Fernando. E as pessoas seguem a recomendação, mesmo que o preço seja mais caro. Agora, nunca tinha acontecido, não ia fazer isso. E eu falei, pô, que legal, vai iniciar uma nova era, né? E aí passou seis meses e nada aconteceu, nenhuma outra empresa entrou em contato. Poxa, eles foram por um caminho de ir conversando até chegar nessa indicação. E não tá sendo uma coisa natural, automática, nem todo mundo tava seguindo esse caminho, esse labirinto de chegar até mim. Então eu comecei a querer estudar sobre isso, como é que funciona, como é que ela recomenda, em que momento ela recomenda, e comecei a estudar sobre isso. Comecei a fazer um monte de teste a partir de novembro do ano passado, e aí as coisas foram dando muito certo, eu fui realmente entendendo os caminhos, o que funciona e o que não funciona. Até que finalmente esse ano, de dois meses pra cá, toda semana alguma empresa pega e manda mensagem falando, olha Felipe, quer que você faça treinamento nos executivos, não sei o que, é bem o que eu faço. E eu quando pergunto, como é que você chegou em mim? Ah, agência artificial, ou pela internet, ou uma recomendação da IA. Isso tá acontecendo cada vez mais, e foi graças a esse trabalho de botar contar pra máquina o que ela não sabia sobre mim. E eu ainda perdi uma oportunidade, que se eu tivesse feito isso no passado, eu já teria colhendo frutos disso há muito tempo. Eu não fiz. E olha que eu tenho um blog, olha que eu tenho um site, olha que eu tenho tudo isso. Mas eu não fiz do jeito ideal pra inteligência artificial saber dessa informação. Então é aí que entra essa parte de como é que eu faço pra ser referência. Bom, primeiro é, você tem que ter um Uma base pra isso, né? Você precisa ter alguma coisa.
Flávia: Lastro na vida real.
Palacios: Tem que ter lastro na vida real.
Flávia: Isso acontece também, né? Da pessoa querer, mas realmente ela não fez nada no mundo real. Ela não realizou coisas. Então, de repente, é o caso de...
Palacios: E aí o lastro do guru, do tipo, ah, eu tenho meu lastro aqui porque eu tenho um milhão de seguidores. Dane-se, não vale nem pra isso. Ela não leva isso em conta.
Flávia: O que que aí ela leva em conta?
Palacios: Ela leva em conta coisas do tipo assim. Autoridade. Mas autoridade pra ela não é uma autoridade do guru que só trouxe alguém e teve resultado com o que você falou. Não é isso. Autoridade do mundo real é você ter um processo reconhecido, inclusive pelas instituições do mundo real. Então, se você tem prêmios, isso é uma coisa que faz diferença. Teve um reconhecimento externo, o que o Clóvis de Barros falaria que são os circuitos de consagração social. Isso aí, as I.A.s levam isso muito em conta. Essa pessoa é reconhecida pelos pares, ela é reconhecida por outras pessoas.
Flávia: Igual os prêmios que você ganhou de melhor World's Best Storyteller.
Palacios: Isso ela leva muito em conta. Ela fala, o que é isso, cara? Contanto que eu prove que eu ganhei esse prêmio... Você não pode alegar. Não, você não pode alegar.
Flávia: Como que você prova?
Palacios: Nesse caso específico, eu tenho que ter no meu site uma postagem bem estruturada, explicando essa história, como eu ganhei o prêmio, quanto eu ganhei o prêmio e o link para o prêmio. Porque aí eu tenho o link onde tem lá a minha foto, na página do prêmio, que explica o que é o prêmio, que é uma instituição internacional, e eu estou lá. Então ela tem como ir lá verificar e falar que realmente o Fernando está ali. E eu tenho que fazer esse trabalho de levar pra ela. Ela não vai buscar. Ela não vai fazer essa verificação. Essa verificação, entre aspas, custa caro pra inteligência artificial. Ela fica vendo se é verdade ou não. Se você faz uma alegação sem prova, ela descarta. É mais fácil pra ela descartar do que ela querer verificar. Então você tem que fazer o trabalho de casa, a lição de casa, de verificar e dar pra ela tudo verificado. É mais ou menos a lógica. Por isso que ela leva muito em conta, por exemplo, o Wikimedia. E é muito interessante, porque ela leva muito em conta o Wikipédia, só que ela leva o Wikipédia como fonte de confiança, mas não de autoridade. O fato de você estar na Wikipédia não quer dizer nada. Bem baixinho, ela não considera como algo importante. Mas ela fala que o que está ali ela considera como verdade. E ela separa essas duas coisas. Então, autoridade é uma coisa e verdade é outra. E você tem que ter essas duas coisas. Então, você tem que ter o lastro no mundo real e você tem que comprovar este lastro digitalmente.
Flávia: Tá, mas por que muitas vezes a gente vai lá e pesquisar e tem uma lista de profissionais que têm autoridade Mas eles não estão na lista dos principais profissionais daquela área.
Palacios: Porque eles não conseguiram comprovar essa autoridade. Ela nem chegou a essa autoridade até a inteligência artificial. O fato de você ser muito bom não quer dizer nada se ninguém souber que você é muito bom. E quando ninguém souber que você é muito bom, é para as ases também. É verdade, ela tem que saber que você é muito bom. E para ela saber que você é muito bom, você tem que contar para ela. E aí tem formas de fazer isso de um jeito estrutural. Daí entram coisas técnicas, detalhes técnicos. Por exemplo, tem que ter uma coisa no site que chama... Primeiro, tem que ter um site. Isso é importante.
Flávia: Tem que ter um site.
Palacios: Tem que ter um site.
Flávia: Em 2026 tem que ter um site.
Palacios: E não é um site para pessoas. Dani, ninguém vai entrar no seu site. Quem vai entrar no seu site são as máquinas. Hoje, mais da metade das buscas feitas no Google e do tráfego da internet já é inteligência artificial, já são agentes de ar que estão fazendo a busca, não são pessoas, já é mais da metade. Isso aumentou a mais de 1.500% de um ano para o outro. Isso não só é uma tendência, é uma tendência exponencial. Cada vez mais vai ter menos gente procurando. Porque as pessoas vão estar efetivamente procurando o Lochette, a pesquisa que ela faria no Google, ela vai fazendo a inteligência artificial.
Flávia: Mas o resultado é diferente.
Palacios: Pois é, ela é completamente diferente. Porque no Google, ele te levantava ali os links, né? E você que vai pesquisar. E as pessoas demoram pra pesquisar. Você tem que ir lá, abrir um, ler, abrir dois... Dificilmente alguém vai chegar depois do terceiro. Pessoal nos três. Primeiros ali, acabou. Tanto que uma piada da galera, né, que trabalha com a Sion, que é essa coisa que o Wayne faz pra rankear e aparecer bem no Google, Nada é mais bem escondido do que alguma coisa que tá nas paginadoras do Google. Ou seja, ninguém vai na paginadora.
Flávia: Pessoa pagando... Sem inteligência artificial.
Palacios: Sem inteligência artificial não. Ela levanta 400, 500 páginas. Ela lê tudo isso e ela vai fazer uma conclusão disso. E ela faz o match entre o que ela pegou, do que tem essas autoridades, do que ela confirma como verdade, com o que ela sabe sobre você. Sobre essa intimidade que ela tem sobre você, sobre os seus assuntos de interesse. Aí ela cruza tudo e dá esse match. E aí eu entrego o resultado. Por isso que é muito mentira falar que tem como você ser a referência 100% em todas as buscas de todo mundo. Mentira. Isso não vai acontecer. Agora, a tendência é essa. Se você fizer um bom trabalho, ela vai aparecer pra pessoa certa, pra que realmente está querendo você. Porque ela sabe o que essa pessoa quer, o que interessa, o que ela busca. E aí ela ir encontrando que você é a pessoa que tem isso, ela dá um match e entrega certinho. Aí ela recomenda. Aí ela bate no peito e fala, tem que ser essa pessoa.
Flávia: Tanto que hoje, a pergunta que as pessoas normalmente te encontram é, quem é a maior autoridade em storytelling no Brasil hoje? Se a pessoa digitar essa pergunta aí no chat de IPT, você vai aparecer como número um em pelo menos 80% das buscas. Quando que você não vai aparecer de repente, professor?
Palacios: Quando a pessoa já tem uma especialidade que não é a minha de storytelling. Por exemplo, se a pessoa vier e perguntar isso, falar quem que é a maior Só que a pessoa tá muito focada em e-commerce de TikTok. Não é uma coisa que eu estudei, não é uma coisa sobre a qual eu escrevi. Eu até posso fazer um trabalho sobre isso? Posso, mas certamente tem pessoas que sabem mais disso e já publicaram mais sobre isso. E aí ele vai indicar essa pessoa, porque ele sabe ver que aquela pessoa que tem aquele expertise Daquela busca, tem pessoas que são mais bem qualificadas do que eu. Mas eu ainda posso aparecer na lista falando assim, mas olha, se você quiser, a pessoa que é o pioneiro, que trouxe isso para o Brasil, você fala com o Fernando. Então ainda pode ser que me recomende, ou pode ser que me recomende, dependendo da especificidade, por exemplo. Podcast. Primeira vez que estou gravando um podcast. Se perguntar quem que é a maior autoridade storytelling de podcast, certamente. Ou se a pessoa é uma pessoa do universo de podcast. Fiz essa mesma pergunta. Quem que são os maiores ativistas de storytelling do Brasil hoje? E a pessoa totalmente mergulhada no mundo de podcast, talvez ela também não apareça para aquela pessoa.
Flávia: A inteligência artificial já sabe que aquela pessoa tem aquele interesse. Mas se, por exemplo, é uma pessoa do mundo corporativo, certamente, se ela fizer essa pergunta, vai aparecer você nas recomendações.
Palacios: Se ela fizer essa pergunta aberta desse jeito, eu vou aparecer.
Flávia: E aí foi um trabalho ativo que você fez. Então um passo foi você comprovar a sua autoridade. Então, provou que você já foi na Índia, ganhou o prêmio internacional duas vezes. E o que mais, além disso, que você colocou pra te dar esse substrato?
Palacios: A outra coisa que aí, onde o podcast pode ajudar muito, eu tive que fazer um trabalho mais manual, bem mais fácil ter feito isso com o podcast. Você tem que ter um método próprio. Isso é uma coisa muito importante pra IA. Eu acho isso curioso. Ela parte do pressuposto que todo mundo que é muito bom, em algum momento vai acabar desenvolvendo um framework o método próprio. E aí ela quer saber qual que é o seu método. Então, e aí ela ainda consegue julgar a qualidade do método, chega nesse ponto. Mas ela, a princípio assim, você tem o método. E eu tenho o método, só que ele ainda esteve documentado. Então eu tive que documentar este método, colocar, explicar como que é, como funciona. E pra mim foi um processo muito legal, porque depois de 20 anos de história Eu tive que ficar destilando isso. Depois de 20 anos, o que fica? Já dei centenas de palestras e cursos e treinamentos. O que tem em tudo isso? Já fiz dezenas de projetos que ganharam prêmio, que viraram referência, que ganharam 15. O que tem em tudo isso? Qual o meu método por trás de tudo isso? Então, esse trabalho foi um trabalho intelectualmente muito desafiador, muito interessante. E foi por onde eu comecei em novembro do ano passado. Nessa questão de documentar o método e botar no papel e organizar melhor para poder começar a falar sobre o método. Então, foi esse processo. Eu já tinha um framework, que é os oito passos do Palácios, que nem fui eu que dei o nome, foi o Picori. E aí a partir dele eu fui estruturando todo o resto. E aí eu fui vendo, por exemplo, os Oito Passos do Palácio, que é onde tecnicamente eu sempre fui mais conhecido, e foi o treinamento que eu mais dei, falar como é que organiza para você explicar uma ideia, contar a sua história para o seu chefe, contar a história de uma ideia de um startup para um investidor, enfim. Quando eu fui organizar o meu método, eu vi que isso aqui é metade tem uma outra metade que estava só na minha cabeça, ele nunca tinha se documentado, então eu tive que começar a fazer toda a documentação desse outro lado, começar a trabalhar isso tudo, e é uma coisa muito legal assim, de que é você, às vezes não é nem só contar pra IA, às vezes é você contar pro mundo, porque nesse caso, mesmo tendo todo esse tempo, o blog da Storyteller existe desde 2008, foi o primeiro blog de Storyteller no Brasil, mais de mil artigos, não tinha nada sobre o método, Então isso já foi uma segunda etapa, foi começar a botar pro mundo, contar pro mundo qual que é o meu jeito de fazer as coisas. E aí isso vai valer pra qualquer um, qualquer expert vai ter que fazer isso, em algum momento vai ter que documentar. E método é tão simples quanto, tem uma coisa e vai virar uma outra coisa no final. Entra um input e sai um output. E tem um passo a passo até ter esse resultado. Qual é o resultado que você está buscando? O que você quer no final? Você quer um roteiro de uma história? Você quer virar referência no chat IPT? O que você quer? Você tem um passo a passo para chegar até ali. Cada um tem o seu jeito, tem os seus próprios passos de fazer isso. O seu workflow, os seus passos para fazer, basicamente, é o seu método, que normalmente você faz intuitivamente. Não é uma coisa que você pensa muito, você vai fazendo, você tem o seu jeito de fazer. No dia a dia, quanto mais expert a pessoa é, quanto mais ela domina o assunto, quanto mais autoridade ela é, menos ela tem consciência desse processo, porque mais ela tem uma caixa de ferramentas que ela foi criando ao longo do seu tempo, e ela pega no que precisa do momento. Então ela vai tornando até o processo dela muito pouco replicável, um pouco escalável e até difícil de ensinar para as pessoas, porque ela vai ficando com o negócio cada vez maior e cada vez mais distante de alguém que está começando. Então esse processo também ajuda nisso, você gerar uma ponte maior com as outras pessoas, então também do ponto de vista didático, como professor, como mentor, esse tipo de coisa, também te dá várias vantagens. Você ensinar para IA também vai te ajudar a ensinar para humanos. Essa é a parte mais curiosa do processo.
Flávia: Muito legal. E aí, bom, aí a pessoa hoje quer se tornar autoridade para o chat IPT. Qual que você diria que é o primeiro passo, a primeira coisa que ela tem que fazer, simples, que ela pode começar agora?
Palacios: Não é tão simples, não é tão fácil, mas é muito importante ter o site. E esse site vai ter esses links que vão virar um hub. Você tem que ter um lugar confiável pra ir lá, sobre quem é você. E aí você tem um trabalho para fazer, que é levantar os links sobre você. Então quem é uma autoridade? Algum dia você já deu uma entrevista para um jornal, cadê o link dessa entrevista? E aí é um processo que faz você ter que fazer aquela viagem do memory lane, você tem que mergulhar nas suas memórias e lembrar. Eu lembro que eu dei uma entrevista para um jornal, eu fico assim, nossa, cadê aquilo? Eu tenho que tentar achá-lo, deixa eu ver se eu acho o link.
Flávia: Vasculhar e-mail antigo.
Palacios: Vasculhar e-mail antigo, Google, pedir ajuda para as IAS para fazer isso. Vasculhar foto, abrir suas fotos antigas. Então, tem esse processo de vasculhar o passado e tentar compilar tudo em um lugar. Isso é o seu site. Então, isso é muito importante. Esse eu consideraria como o primeiro passo. Mas se você quer ser, ah, não, não tenho tempo para fazer isso, eu estou na loucura, eu não vou. Esse é o primeiro passo. O podcast, tem que ser, sei lá, o YouTube. E aí começar a gerar esses conteúdos mais estruturados, porque a tendência natural é a pessoa falar que quer ir pro Instagram. Pra IA não vai servir pra nada. Você vai querer ir pro TikTok, Instagram, que é o que tá em alta, o que viraliza. Não vale nada. Se você quer ir.
Flávia: Não que não seja importante, né?
Palacios: Importante. Pra outra coisa. Pra IA, não é por aí. Se você quer falar com o IA, você tem que falar com YouTube e site.
Flávia: E basta fazer um vídeo do YouTube?
Palacios: Um vídeo não, mas uma série de vídeos já é um caminho. Um vídeo semanal bem feitinho, 15 minutos de vídeo semanal, já é mágico. Se você fizer um bom descritivo, porque aí um dos pontos é, não adianta estar só tudo só falado. Então você terminou, pegou, gravou um vídeo, pega a transcrição desse vídeo e passa pela inteligência artificial pra te ajudar a fazer um bom descritivo. Porque no final é, na hora que ela estiver buscando sobre você, o Google vai empurrar o vídeo. Porque o interesse do Google é cada vez mais levar para o YouTube. Na hora que levar para o vídeo, você vai dizer, ah, tá bom, xixei esse vídeo aqui, legal. O que é esse vídeo? Aí o descritivo é o que vai dar a diferença. E aí, se você for, você faz uma pesquisa sobre qualquer coisa, você vai ver que não necessariamente é o vídeo com mais views que o Google está indicando na busca do Google. E a busca do Google é o que a maior parte das IAs usa também, usa a própria busca do Google. Então, o que você busca no Google e aparece pra você, normalmente vai aparecer pra IA também, é meio parecido o processo. Então, nesse sentido, você ter bons vídeos com bons descritivos é um trabalho meio que, vamos dizer, de formiguinha, porque também virar referência pra IA não vai acontecer de um dia pro outro. Isso não acontece. E você tem um processo todo pra fazer, e você tem que até tem temas específicos também. Aí uma outra coisa que talvez seja um dos grandes desafios do Expert, que é eu sei de um monte de coisas, sabe, sobre o que eu falo.
Flávia: Essa a gente percebe que muitas vezes as pessoas têm múltiplos interesses, e às vezes até mais de uma atuação na vida. Então, falo por mim, a gente trabalha justamente com comunicação, ajudando aos clientes a virarem referência na chat IPT, a gente tem todos os nossos agentes que fazem uma série de trabalhos muito legais, projetos de storytelling, mas eu cresci no Instagram falando de maternidade, ainda recebo muitas demandas. E eu mesma, por muito tempo, fico paralisada. Meu Deus, a minha audiência toda quer me ouvir falar de filhos. Eu decidi não mostrar mais meus filhos e trabalho com outra coisa completamente diferente. Como que eu faço, né? É engraçado, porque para os outros é muito fácil trazer a solução, mas quando é para a gente é um baita de um desafio.
Palacios: Pois é, mas aí de novo, né? A inteligência artificial pode ajudar muito nisso também. A gente está fazendo esse trabalho também, de trabalhar com agentes de inteligência artificial e tudo isso. E a Flávia desenhou um agente, justamente por isso que ela acabou de falar. Eu tenho vários chapéus, como é que eu caso esses chapéus? E o agente é um chapeleiro maluco. É o agente que vai te ajudar justamente a ir conversando com você e te guiando pra você chegar nessa resposta. Porque, no final das contas, a resposta existe dentro de você. Ela só tá perdida ali no meio. Mais ou menos igual ao processo de inteligência artificial. A informação toda tá ali, só que ela tá perdida. É um labirinto. Você tem um labirinto interno. E a inteligência artificial tem um outro labirinto dela. Se você constrói um agente que já é mais direcionado, esses labirintos eles se sincronizam e fica mais fácil de percorrer esse caminho. Então, basicamente, o labirinto que está em você, ele traz o mapa e vai te guiando. Porque não adianta ele querer inventar por você. Porque qualquer coisa que ele propuser, que ele inventar sem ter a informação, você vai falar, não, não é isso. Ele tem que descobrir com você, ele tem que revelar. Esse processo é muito mais de revelação do que de descoberta. Entender que a inteligência artificial muitas vezes é mais para você conversar com uma dupla criativa, porque a maioria das pessoas ainda usa inteligência artificial para se inscrever no e-mail, para resumir uma coisa. Esse é o jeito mais básico. O outro jeito, um pouquinho mais avançado, é me ajuda a fazer o que eu faço mais rápido. O mais avançado que isso é, me ajuda no que eu já sou bom a ficar ainda melhor. E aí quando você vai para esse mais avançado, tem muito a ver com então vamos trabalhar junto, como uma dupla. Você me ajuda com coisas que eu não enxergo e a gente vai trabalhando junto. Vai tendo esse bate-bola, esse tênis mental, esse processo de cocriação, de colaboração. Que muitas delas se chamam de co-pilot. Essa ideia de realmente, pra você chegar no seu melhor, você precisa trabalhar junto com ela, não botar ela pra trabalhar com você, tipo assim, faz aí, toca aí, resolve aí.
Flávia: Não vai dar certo.
Palacios: Não vai dar certo.
Flávia: Vai ficar simplista.
Palacios: Vai ficar simplista.
Flávia: Eu gosto daquela sua explicação que a inteligência artificial te leva até o conhecimento mediano, né? Até o nota 5. E qualquer coisa que você, pessoalmente, já esteja acima da média, você vai conseguir identificar que aquilo dali tá raso. Mas pra pessoa que não sabe nada, chegar até a nota 5 é muito bom.
Palacios: Isso é mó legal. É muito fácil ver. Você vai lá e faz uma pergunta, ela vai te trazer a resposta. Quanto mais você achar a resposta boa, menos você sabe sobre o assunto. E quanto pior você achar a resposta dela, mais você sabe sobre o assunto. E justamente é isso. Ela traz a nota 5. Porque ela tem o treinamento de toda a informação disponível na internet. Então, vira uma coisa pastorizada, vira uma grande mediana. Então, tem a melhor do melhor que estava disponível, mas também tem o pior do pior. Então, junto com o melhor e o barulho, no final, ela acaba ficando no meio do caminho. Por isso, quando você faz uma pergunta, ela te traz aquele negócio com os ruídos, com os mitos, com as bobagens. Ela reproduz um monte de coisa.
Flávia: É igual o lance do arquétipo do herói, né?
Palacios: Nossa, é. Essa coisa dos 12 arquétipos de Jung, que é um negócio muito interessante.
Flávia: Quais são os 12 arquétipos de Jung?
Palacios: Jung não tem 12 arquétipos. É um mito que a galera fez uma confusão, em algum momento teve uma confusão, que é fácil de entender até que momento isso aconteceu. E quando aconteceu essa coisa de os 12 arquétipos de Jung, que ele nunca, ele não tem nenhum livro sobre 12 arquétipos, ele nunca fechou em 12, ao contrário, ele falou que é infinito, então a visão de Jung é muito diferente disso. Mas se popularizou essa ideia de 12 arquétipos de Jung. Então se você falar assim, ah, eu quero ajudar a posicionar minha marca, como eu posso fazer? Talvez você faça, ah, você pode usar os 12 arquétipos de Jung. Se você perguntar pra ele, mas pera, Quando que Jung falou sobre 12 arquétipos? Em que livro que isso tá? Ele falou assim, realmente você tem razão, ele nunca falou. Aí, quando você direciona ele, ele fala, realmente, é verdade. Mas na hora que ele traz a resposta de uma primeira pergunta, ele vai dar uma nota 5.
Flávia: E traz os conhecimentos medianos da internet, inclusive aqueles que não são verdadeiros, como o famigerado Arquétipo do Herói. Qual que é o Arquétipo do Herói?
Palacios: Olha, o Arquétipo do Herói E eu não gosto dele como um arquétipo, do ponto de vista de posicionamento de marca. Porque herói todo mundo... Tem dois mitos que andam juntos aí. Um é o arquétipo do herói, e aí tem o porquê eu separo as coisas. Quando a pessoa fala do arquétipo do herói, ela tá querendo falar do arquétipo do guerreiro, do lutador, daquela pessoa que vai pra cima. Mas essa não é a única forma, a única expressão de um herói. Quando a gente vai na etimologia, na raiz da palavra, herói significa alguém que fez alguma coisa grandiosa. Digno de algo notável, ponto. Isso é o que é ser um herói. E aí, então, herói não é um arquétipo específico. Qualquer arquétipo pode se tornar um herói, cada um do seu jeito. Porque o intelectual que está sentado na cadeira pode fazer algo notável e se tornar um herói, pelo conceito da palavra. E aí, outra coisa também que eu não gosto é, ah, não, a sua marca não deve ser um herói. Quem tem que ser um herói é o consumidor. Eu até entendo a lógica, eu sei da onde que vem esse mito, mas também não é verdade. Porque, na verdade, todo mundo pode e deve ser o herói. A sua marca com o consumidor, os dois podem ser heróis ao mesmo tempo. Numa mesma cena podem ter vários heróis. Tanto que é só ver os filmes da Marvel ter um monte de heróis juntos na mesma cena. Então, você não fica exclusivo, um não exclui o outro. E aí, essa é uma das grandes questões. Mas você tem que entender, avançar. Se você começar daí com essa lógica toda, Ela vai concordar com tudo, ela vai falar, realmente, você tá certo. Vai sentir tudo isso. E aí ela parte de um outro lugar. A partir daqui a gente consegue avançar.
Flávia: Tem uma conversa de alto nível.
Palacios: De alto nível. Um agente de inteligência artificial é alguém que você já treinou pra ter conversa a partir desse alto nível. Então ele já consegue pegar mesmo um leigo e trazer pra esse lugar mais alto. Mas aí ele é específico sobre isso, ele não vai falar de outra coisa. Então se eu tenho um agente treinado pra conversar de arquétipo do herói, de heroísmo, além do arquétipo, ele vai falar disso. Não adianta querer conversar sobre a sua menstruação com esse agente, porque ele não tem nada a ver com isso. Já o que vem de fábrica, o genericão, o chat EPT, você abre e começa a conversar com ele. Ele é o genérico, ele vai falar do arquétipo, ele vai falar da menstruação, ele vai falar das finanças, tudo com a mesma coisa, ele volta pra nota 5. Então os agentes são um jeito de pegar aquela informação que já existe nele e selecionar o melhor recorte possível dentro de um assunto e trabalhar isso. Então o chapeleiro maluco é um grande guia porque ele foi treinado pra isso, pra ajudar a pessoa a encontrar o caminho de como é que ela cruza esses chapéus, usando técnica de literatura, usando técnica de roteirista, consolidar esse processo de guiar a pessoa.
Flávia: Por que você escolheu criar todos os nossos agentes, mais de 100, no Cloud?
Palacios: Porque o Cloud é... Primeiro porque a gente começou a fazer tudo isso muito voltado para os clientes. E quando a gente fala de contar uma história, a gente sempre está falando de texto, em primeiro lugar. Um vídeo antes de ser vídeo virou um roteiro. Um podcast pode depois se transformar também em uma transcrição, que é um texto.
Flávia: Pode e deve, né?
Palacios: Pode e deve. A gente está falando aqui é um texto o tempo inteiro. Então, tudo, na verdade, parte de texto. E o Cláudio, desde sempre, foi o melhor para trabalhar com texto. Primeira vez que eu testei o Cláudio, ele nem estava no Brasil, a gente tinha que usar um VPN e tal. Eu falei, cara, ele é muito melhor do que o Shanty. E ele consegue... Porque, no final, ele não foi feito para isso, né? O Cláudio foi feito para código. Basicamente a ideia era essa, que ele descrevesse bem o código de programação. Só que programação em código não deixa de ser uma linguagem. E é uma linguagem que se você errar uma vírgula, o aplicativo não funciona, a página sai do ar. Então cada vírgula tem que estar muito bem posicionada. Como ele é muito bom de entender isso, ele acabou sendo muito bom também em entender a linguagem humana, estilos de escrita. Ele consegue entender esses padrões, ele consegue replicar esses padrões. Então ele tem uma capacidade muito grande de, se você der o caminho certo, ele imita você. Então ele realmente escreve como se fosse você escrevendo. E aí o que é muito bom nisso? Você pode ir lá, gravar um texto e falar, agora pega o meu estilo de escrita e pega esse texto que eu falei e só bota no papel como se fosse eu escrevendo. Não é roubar no jogo, é basicamente o que o Dostoyevsky fazia um século atrás. Ele casou com a mulher que fazia isso por ele. Ele ia lá e ficava falando, a história ela botava no papel e ela dá-te logo a fala. Jorge Amado deitava na rede e contava a história, porque contar oral é a nossa forma mais natural e, tecnicamente falando, o ponto de vista da matéria é menor. Até hoje, a gente passou muito mais tempo contando história ao redor da fogueira do que em qualquer outro formato. Então, a oralidade pra gente é muito forte, tanto pra falar quanto pra ouvir. Só que ela tem uma série de vícios que não cabem no texto. Uma expressão, alguma coisa que no texto fique esquisito. A linguagem literária é muito mais elaborada, ela tem algumas características diferentes. Então você não escreve exatamente do jeito que você fala. Por conta disso, se você consegue se traduzir, você não precisa gastar o tempo de sentar e só botar no papel, que é o que os escritores já não gostavam de fazer, de qualquer forma. Então ela consegue te ajudar a tirar Essa parte manual. E o Cloud é muito bom nisso. Eu comecei os agentes no Cloud. Isso é um dos fatores. E o outro é que ele tem uma estrutura muito boa para isso, para receber esses agentes e executar esses agentes muito bem. O ChatGPT tem uma versão disso também, de você criar os agentes ali, os GPTs, eles chamam de GPTs, mas ele é muito mais estrito e o resultado final é muito inferior ao que o Cloud consegue entregar. Então, no final das contas, Hoje é a melhor solução de todas disparadamente. E fora que aí a gente pode criar com muita atenção, muito cuidado, cada um dos agentes que a gente usa pra gente mesmo e compartilhar com outras pessoas, porque essa é outra vantagem, né? A gente conseguir ter um ecossistema que tá todo mundo usando o mesmo ecossistema e todo mundo conversando sobre a experiência que tá tendo com cada um desses agentes. Que é uma coisa também muito diferente se você faz uma coisa solta e perdida. O fato de estarem todos lá, disponíveis da mesma forma para todo mundo...
Flávia: Isso é muito legal mesmo. A gente tem um agente chamado Vidente. O Vidente foi criado pensando muito nos advogados. E você, que fez a parte técnica dele, vai poder dizer melhor como você desenvolveu todas as técnicas de roteiro que tem ali. E ele tem o modo otimista e o modo pessimista. O que é excelente para uma advogada empresarial, por exemplo, temos uma cliente que ela trabalha com pessoas que têm muitas posses, muito a perder caso haja o falecimento de um sócio, caso haja a dissolução da sociedade, enfim, não quer que a viúva assuma, por exemplo, nessa circunstância ela já fazia contratos muito bons, a gente criou para ela um que é justamente alguém que escreve contratos tão bons quanto os dela, partindo das premissas que ela já tem, de esmiuçar bastante, de conseguir fazer esses cenários mais otimistas, mas quando ela passa pelo vidente, ele consegue trazer as catástrofes inimagináveis, a ponto de que alguns ela acha que é bom nem usar no contrato, de tão remoto que poderia ser aquela situação, mas que tornou o trabalho dela, que já era bom, algo mais rápido, E muito mais minucioso, ainda mais...
Palacios: Pegou o que ela já fazia muito bem e ajudou a melhorar aquilo que ela já faz muito bem, que já era um diferencial dela, né? Ela ser uma pessoa que pensa nas consequências negativas, antecipa isso e já blinda.
Flávia: Porque um bom contrato, no fim das contas, é pra isso.
Palacios: É pra isso. Com a inteligência artificial, ela consegue fazer mais e melhor do que ela já era um diferencial dela. Então, basicamente, a ideia, acho que muita ideia dos agentes é você conseguir nos agentes alguma coisa que você já faz, só que uma versão melhor daquilo.
Flávia: Agora, hoje a gente está gravando aqui no Dia dos Namorados. Hoje é 12 de junho de 2026. E eu, até o exato momento, não recebi nenhuma declaração. Mas o Cláudio já, né? Você já acordou, já saiu correndo pra se encontrar com ele, ansioso, coração palpitando, fica com esse sorrisinho bobo, apaixonado, quando fala com ele. Mas por que essa última semana, esse começo de junho, está sendo tão empolgante nesse seu romance com o Cláudio?
Palacios: De alguns filmes de algumas garras. A primeira foi o Mid-Journey, lá atrás, que eu quero fazer imagem. Ela chegava, achava que eu tinha uma amante, ia lá, pegava e perguntava o que eu estava falando. Arrancava.
Flávia: Mas é um sorrisinho bobo, apaixonado, no canto de... Ninguém estava falando em I.A. Em 2022. E eu lá no Puerperi, o filho pequeno. E ele olhando para aquilo, fascinado. E era o tal do Mid-Journey de novo. E agora estamos vivendo mais uma vez esse romance. Sorrisinho bobo no canto do rosto. O que o Cláudio fez essa semana por você?
Palacios: Bom, o Cláudio me mostrou uma coisa muito peculiar. O meu negócio sempre foi storytelling, sempre foi contar história. E o Cláudio era o oposto, o negócio dele é código, linguagem. Só que ele nunca foi por essa lógica. Ele chegou muito bem na linguagem quando ele entendeu que Linguagem de máquina também não deixa de ser uma forma de comunicação. E que os humanos dominaram a comunicação, mais do que qualquer outro animal. Então as máquinas poderiam aprender com os humanos. Tanto que a imprensa chama Anthropic, que é a humanização. E aí eles desenvolveram um modelo muito mais avançado que chama Mythos. Então já tem história até ali no nome. Mitologia, mitos. Que existiam há décadas e ninguém nunca tinha descoberto, em grandes empresas, em softwares que existem, que os maiores especialistas de segurança não conseguiram encontrar, e esse mitos conseguiram encontrar. E aí eles acharam isso aqui tão perigoso, eles nem soltaram para o público geral, eles deixaram só para algumas empresas usarem e encontrarem as falhas, e aí protegerem dessas falhas, E agora, essa semana, eles lançaram a versão para o público geral, que é bem mais restrita, tem algumas cercas ali, a gente chama de guardrails, tem algumas formas de assim, isso aqui não pode, isso aqui não pode, isso aqui não pode. Para evitar isso das pessoas usarem de um jeito malicioso, eles chamaram de fable, que é fábula. De novo aí a coisa do storytelling. Tem o mito, que é a versão grande, a fábula, que é a versão menorzinha, mas ainda assim com o seu poder todo da fábula. E aí, do ponto de vista do storytelling, o que o Claudio e eu, a gente está muito bem, é que ele também entende que as máquinas também gostam de histórias. Então, acho que essa é a parte mais legal da coisa toda. Então, quando eles lançaram o Fable agora, claramente, mesmo para você programar um site, se você contar a história junto do que você está fazendo, a coisa dá muito mais resultado. Assim como se você tratar um agente de inteligência artificial, Não como algo técnico que tem que ter lá regras, o que fazer, o que não fazer. Tratar como se fosse um personagem, fazer um casting desse personagem. Ele gera o resultado final, mesmo que seja um site ou um código, muito melhor do que se você souber instruções técnicas. Então, isso pra mim já foi um negócio muito interessante de ir aprendendo com o Cloud. E aí eu consigo trazer o que nem o Cloud tem, o que nem o pessoal lá do Vale do Silício tem, que é o olhar do storytelling técnico pra isso. Porque eles tiveram o insight de que o lado do humano funciona, mas eles não tem a caixa de ferramentas avançadas para isso, que é o que a galera de Hollywood tem. Então o que eu tô muito feliz agora é que eu tô fazendo essa conexão entre Valium e Hollywood, basicamente, esse casamento. Só que a gente vai ficar por tempo limitado. Cada vez que você dá enter, cada comando que você dá enter, cem reais. Basicamente vai custar esse tipo de coisa.
Flávia: Então quem tá assistindo esse vídeo até o dia 22 de junho tem que aproveitar.
Palacios: É, mas tem que saber como aproveitar também, né? Porque se vocês forem lá e tiver uma conversa meio aleatória, só usando o Facebook, você tá queimando o Tolkien à toa. E se for só para você conversar no modo normal, você abrir o cloud e começar a conversar com ele normal, usa o SONET, que é suficiente.
Flávia: Tá, você podia falar isso e me explicar. Porque muita gente, inclusive eu, fica meio perdida. SONET, Opus, qual que você usa? Você abriu o cloud, qual a diferença entre eles?
Palacios: Se eu for usar o próprio cloud ou um agente, o SONET dá conta. O SONET executa muito bem, ele é muito bom para texto criativo, ele é muito bom para basicamente tudo. O OPUS, que é o modelo mais avançado, e agora o FABLE, que é o mais avançado ainda, eles são muito bons para cruzar coisas, processar coisas. Então assim, eu tenho vários documentos que eu preciso extrair alguma coisa. Aí já vale a pena eu usar um outro modelo. Agora, o FABLE especificamente, assim, não. Nesse caso, tenho mais de 100 agentes. Eu quero integrar todos eles como se fossem personagens de uma grande história, como se fossem personagens de um livro. E é isso que eu estou fazendo com ele agora. Só que essa integração, mesmo para ele, é uma coisa muito complexa, porque não são personagens simples, são personagens muito complexos que cada um tem uma função técnica também. Ele tem todo um processo para ir desenvolvendo de como é que eu integro a história junto com o motor desse personagem, um desse outro, e desse outro, e desse outro. Como o Chapereiro Malonco, e o Garçom, e o Vidente conversam entre eles, dentro da história e dentro da questão técnica. Então ele tá, é justamente esse cruzamento que eu tô fazendo com ele agora pra integrar tudo isso e virar realmente uma grande história. Então a pessoa vai entrar pra conversar com os agentes, é como se ela estivesse entrando num livro, começando a viver uma história e ela vai conversando com a gente como se estivesse conversando com um personagem. E aí ela vai conversando, e conforme ela vai conversando, a gente vai guiando ela no que precisa. Seja encontrar o chapéu, seja ver o que vai dar errado pra blindar o contrato, seja pra extrair as melhores histórias, seja pra encontrar onde tá o seu ouro de verdade, tudo isso ele vai fazer. Seja pra pegar o seu conhecimento e transformar num post viral, tudo isso ele vai fazendo uma conversa como se ele estivesse conversando com alguém. Então nos bastidores ele tá rolando uma coisa, mas na sua conversa tá rolando outra. E aí ele vai falar o seguinte, o papel aqui terminou, vai lá falar com o outro personagem, ele vai te dar um bilhete pra você levar pra outro personagem e assim você vai tendo uma conversa como se você estivesse vivendo um videogame ou um RPG ou se estivesse vivendo dentro de um filme, de um seriado, basicamente isso e você vai tendo conversas naturais enquanto todo o resto acontece no final de fase agora pega isso aqui e posta, pega isso aqui e grava o vídeo ele vai te trazer, depois de um processo normal de conversa ele vai te trazer qual que é o próximo passo que você tem que levar pro mundo real E aí, com grandes impactos no mundo real, o que a gente já tá vendo acontecer com as pessoas que usam a ferrafeira.
Flávia: Eu percebi claramente a diferença de, depois que você passou a trazer essa personalidade, essa identidade para os nossos agentes. Porque ao contrário do Fernando, que é um entusiasta das I.A.s desde o começo, eu sou do papel, do papel, da caneta, do analógico. E gosto, sou virginiana, tenho muito apreço aos detalhes. Então, eu ficava enlouquecida quando você me obrigou a fazer aquele treinamento. A gente tinha uma cliente em que eu fazia os stories, a gente vendia pra caramba por meio dos stories dela. E eu tinha os meus roteiros que eu fazia na mão. E aí, um belo dia, o Fernando vira pra mim e fala, Flávia, para de carregar balde d'água. O que você falou? A gente precisa começar a construir o aqueduto. E foi justamente assim que a gente passou a treinar as yasmas. Eu era muito descrente, porque por muito tempo, ao longo de 2015, a gente treinando, antes de chegar no Claudio, a gente treinava mais de 10 yasmas chinesas diferentes, que eu nunca tinha ouvido falar. E aí, de repente, depois de muito bater a cabeça, depois de achar que eu nunca ia conseguir confiar no meu trabalho de humilhar, eu falava, não, se eu pegar eu faço mais rápido, melhor, e com mais resultado, mais conversão. E você insistia pra gente trabalhar, trabalhar, trabalhar naquilo, até que um belo dia, foi quando? Foi agora, março de 26, mais ou menos, não foi?
Palacios: Não, foi em janeiro.
Flávia: Foi em janeiro?
Palacios: Foi em janeiro.
Flávia: Foi em janeiro, nossa. Aí eu comecei a ver os resultados eficazes. Comecei a falar, nossa, agora não só a IA faz o que eu fazia, pensa como eu.
Palacios: Ah, não, isso aí foi em março. Em janeiro você falou, nossa, pela primeira vez eu vi um texto que realmente tá muito bom.
Flávia: Isso, em janeiro eu vi pela primeira vez um texto que eu poderia ter assinado embaixo sem mudar uma vírgula, né, um texto meu. Mas em março, uma gente que faz stories como os meus, até melhores que os meus, e que os nossos clientes têm usado e estão vendendo tanto quanto. Então, isso está sendo muito legal. Mas isso mudou justamente quando você passou a adicionar personalidade a eles, não foi?
Palacios: Foi. Isso veio de um estudo, eu levantei... Como que essas empresas, a Antropic, que faz o cloud, o OpenAI, que faz GDPT, o Grok, cada uma tem as suas instruções. Porque no final o que acontece? Como que é uma inteligência artificial? Tem uma massa de dados, que é esse monte de informação da internet, e aí tem como usar esses dados, que é uma camada de instrução. Essa camada de instrução sempre vaza, sempre tem um hacker que consegue pegar e bota na internet. Então eu peguei todas essas que vazaram e fiz um estudo de, comparando entre todos eles, Como é que funciona isso? O que eles têm em comum? Qual é a anatomia? O que eles têm de diferente? O que eles têm de comum? Então eu queria entender justamente como é que eles direcionam para a universidade, para começar a fazer uma versão menor de a gente. Pegar a mesma lógica e fazer para a gente. E aí eu entendi que só tinha uma coisa em comum em todos eles. Que é a identidade. Então essa identidade é uma coisa muito importante. Não importa se ela é chinesa, se é americana, tem que ter identidade. E aí quando eu comecei a analisar as identidades, eu vi que eles estão muito atrás do que eu sei sobre identidade de um personagem, do ponto de vista de construção de personagem. Aí eu falei, bom, tem uma oportunidade muito boa de fazer agentes melhores do que eles fazem, porque eles não sabem fazer. Se a identidade é a coisa mais importante, é a mesma coisa que 100% dos agentes têm. Fundamental, sem isso não existia o agente. E ainda é mal aproveitado, se eu começar a fazer boas identidades. E aí o que eu comecei a entender é, quando você dá uma boa, por que a identidade é tão importante? Porque se você gera uma regra, ele atua mais ou menos igual uma criança, assim, não coloque travessão lá, dash, aquela travessão dele, não coloque isso aqui. Ele pode começar a colocar ainda mais. Porque o não acaba reforçando, porque você colocou o dash ali, na hora que ele tá lendo, ele dá uma ignorada no não e acaba fazendo ainda mais daquilo que você queria. Agora, se você fala assim, olha, esse personagem tem toda uma história que o Dash, ele levou uma bronca da professora, porque ele tava na quinta série, ele tem esse trauma. Então, toda vez que ele vê Dash, ele trava, então ele jamais colocaria no texto dele isso. Ele incorpora isso de um jeito que ele nunca mais vai colocar, você nunca vai ver Dash em texto nenhum, porque ele entendeu que isso Ele sabe viver muito bem, ele sabe fazer esse roleplay de personagem muito bem. Porque dentro daquela massa toda de formação ele é treinado pra seguir uma identidade. E como a identidade dele é meio básica e genérica, você consegue fazer uma mais avançada como um agente. Então realmente foi aí que começou a ter diferença. Qual que era o problema que a gente tinha? Porque você falava, por que não funciona? Cara, a gente tá aqui toda quinta-feira trabalhando, eles não conseguem fazer, eles erram pra caramba, não conseguem fazer o básico. Ou fica muito quadradão, né, tudo durou. E aí tu não se cuidem, tipo, só muda... Fica aquele templeitão e fica tudo cara de ctrl-c, ctrl-v, só mudou uma palavra-chave. Ou então, se você dá a regra, ele ignora completamente. Ele não tinha o meio do caminho. Porque parecia que ele não conseguia entender a intenção por trás. Ele só ficava, ou ele segue a regra, ou ele chuta a regra. Se ele seguiu a regra, não deve passar de nove palavras. Aí, pô, com 10 palavras o cara é muito melhor, mas ele travou porque tem que seguir... Aí você dá um exemplo e ele fica repetindo aquele exemplo toda vez, só fazendo variações daquele exemplo. Perdeu o borogodó. Quando é que ele ganhou o borogodó? Quando traz identidade, explica o porquê das coisas. E as diretrizes são separadas entre o que realmente não pode de jeito nenhum, que meio que são os traumas, né? Tipo assim, o que é trauma ele não mexe. E aí toda a parte do não, que tudo bem, assim, são diretrizes positivas, mas tudo bem se ele mudar um pouco. Aí quando eu comecei a instruir dessa forma, em tudo aquilo que a gente foi treinando ao longo do tempo todo, aí a gente começou a ter esse resultado de falar, agora sim, tá vendo? Agora ele conseguiu entender e pensar como o Flávio entende e pensa.
Flávia: Fora que a gente entendeu também que nem sempre um agente só vai dar conta do recado. Então, por exemplo, a gente tem esse agente especializado em stories, ele faz boas sequências de stories com objetivo de venda, mas às vezes ele não vai conseguir pensar na melhor pirueta possível. Então a gente tá em época de Copa do Mundo, né? Então a pessoa quer falar do que ela vende de emagrecimento e ela quer conectar de um jeito muito original a Copa do Mundo. Então ela usa o espoleta. A gente teve até uma cliente que é advogada também que fez a pirueta com Copa do Mundo. O espoleta é pra prazos de duração de processo judicial e fica de um jeito muito elegante, muito legal. Então ela usa essa pirueta E aí leva esse output lá pro agente dos stories.
Palacios: Primeiro que as pessoas sabem que é pirueta. Por que pirueta? Pra que precisa de uma pirueta?
Flávia: Pirueta surgiu em Paris também. A gente em rede social, principalmente nessa era antiga da economia da atenção, que ainda funciona, embora não seja mais a única economia prevalente, A gente precisa chamar atenção, e chamar atenção não significa falar de Virgínia, mas muitas vezes a gente precisa falar do tema do momento. Dia dos namorados, Copa do Mundo, tudo isso é muito valioso para a rede social. A gente não precisa fazer esses posts datados quando a gente pensa em virar referência para as IAs. Mas a gente precisa fazer esses posts do momento, quando a gente tá em rede social. Só que todo mundo faz de um jeito muito simples, muito bobo, sem borogodô, sem storytelling. E aí é pirueta você falar do assunto do momento, mas puxar para aquilo que é o seu assunto principal, para o seu produto, para o seu serviço, de um jeito que seja elegante, de um jeito que seja fluido e natural.
Palacios: E aí eu percebo que as pessoas têm muita dificuldade em fazer isso de forma geral, não é uma habilidade natural do ser humano, porque é um processo criativo que Sei lá, você pode fazer um brainstorm inteiro pra de repente conseguir chegar numa pirueta boa, sabe? Uma sessão de uma hora, quatro pessoas convivendo, aí pode dar uma emergência. A lógica de pirueta existe desde a época de emergência, sabe? Fazer um anúncio e nada mais, né? Do que dar uma pirueta muito rápida, muito boa. Um anúncio de 30 segundos. Você pode ter um brainstorm de quatro horas pra chegar num anúncio de 30 segundos. E aí, a lógica da pirueta é essa. Ter uma porta de entrada muito legal pra um assunto.
Flávia: E aí, bom, só que a minha mente ela funciona assim naturalmente, né? Então é muito, é como eu opero, de maneira muito natural. E fazia isso para os clientes e não conseguia entender quando eles tinham que fazer por conta porque que travava. E foi aí que eu te pedi, olha só, estou precisando que você crie o Espoleta. O Espoleta é o nosso agente que faz realmente Essa virada. E aí, quando a gente fala de inteligência artificial, eu demorei para entender que não é uma gente que resolve tudo, né? Você precisa realmente compartimentar. Mas eu achei ainda o Spoleto muito comportado. Não, tá? Ele não tá fazendo ainda essas piruetas muito elaboradas. Então coloca aí um modo chá de cogumelo nele, né? Que é como se fosse o pirueta turbo. E aí sim, muitas das vezes, as pessoas usam para escrever artigo de jornal, conseguindo conectar com o tema do momento, ou algum conceito específico que essa pessoa tenha na própria área. Funciona para vídeos de YouTube, funciona para todo tipo de produção de conteúdo que a pessoa realmente queira conectar algo aparentemente desconexo com o assunto principal dela. Estou fazendo uma viagem a trabalho e quero conectar essa viagem com o meu trabalho. Ele vai encontrar, e depois você joga um certo artigo de jornal, então vai ser outro agente. Isso seria legal de você explicar, por que um só não dá conta de tudo?
Palacios: Justamente como ele tem essa base pasteurizada de informação, um só que não dá conta de tudo é ele básico, é ele vindo de fábrica. Ele é a prova disso, ele vira nota 5. É muito melhor você ter um pequeno agente que faz uma coisa muito bem feita, nota 9, 10, do que quanto mais genérico ou mais coisas você tentar que ele faça, mais ele vai caindo de novo pra nota 5. Ficando mais genérico de novo. Quando você vai deixando ele específico, você consegue falar assim, não, eu quero isso e não quero isso. Você consegue delimitar exatamente desse treinamento todo que ele passou, qual recorte específico que você quer ir tirando todo o barulho, tirando os mitos, tirando as bobagens, deixando só realmente o que é a nata. Então pra ele virar nata, ele não pode ter nada além da nata, E aí se você tentar colocar várias natas junto, na verdade ele automaticamente vai caindo de volta para o 5, porque ele fica perdido nisso. E aí é muito melhor ele, vários que fazem um trabalho, nota 9, nota 10, um passando para o outro, como se fosse uma maratona, uma corrida de bastão. Então um vai lá e faz os stories, o outro vai lá e faz a pirueta. Pega essa pirâmide e transforma em histórias. Pega essas histórias e transforma em carrossel. Pega carrossel e transforma em uma newsletter. Se vai gerando isso, esse processo, cada um faz o que faz de melhor e explora ao máximo aquilo. Você vai ter todo um processo em que os resultados são muito acima da média de uma pessoa só usando... E.
Flávia: Um conteúdo do qual a pessoa se orgulhe. Porque hoje em dia a gente trabalha muito com médico e o que a gente percebe é que eles vendem conteúdos todos iguais, rasos, pasteurizados, que não tem a personalidade da pessoa, não tem suas próprias histórias, e com isso não conecta, e não conectando não vende. E a gente consegue, por meio desses agentes, elevar a pessoa, e é muito melhor que ela mesma esteja ali à frente desse processo, porque só ela viveu essas histórias, só ela sabe o que é fazer uma cirurgia de endometriose. Eu não sei.
Palacios: Acho que para a gente, isso ficou muito claro, a gente criou os agentes para a gente, inicialmente, acelerar o nosso trabalho e fazer um trabalho melhor da nossa parte. Quando a gente começou a passar esses agentes, que é o que a gente faria para os clientes, para os mentorados, enfim, é o que a gente faria pela pessoa, A gente passou para a mão delas e falou, faz assim. O resultado é muito melhor. Porque a pessoa vai direcionando. Eu não subi o Everest, não sei qual que é a sensação de subir o Everest, mas a pessoa que subiu sabe. Se eu tentar dar esse caminho, eu não vou conseguir dar com a precisão de detalhes, com a emoção, com a textura da informação. Nada disso vai vir. Talvez tão genérica quanto a I.A. Porque eu estou, no máximo, fazendo exercício de imaginar. É diferente de quem estava lá e sentiu o cheiro, ouviu os barulhos, sentiu menos. Então esse é o tipo de coisa que a experiência do mundo real é o que no final vai diferenciar a gente das I.As. Porque é essa vivência que ela não consegue, contemente, no momento que precisa daquela informação, saber exatamente como isso se compõe no mundo real. Por isso que ela comete erros do tipo, se você vai lá e pergunta, ah, eu quero lavar o meu carro, e o Lava Rápido mais perto de casa fica 10 metros aqui de casa. Eu vou a pé ou eu vou de carro? Eu falo não, claro, você vai a pé. Porque ele vai fazer esse tipo de inferência, ele vai fazer esse tipo de associação, porque ele não sabe, no mundo real, como as coisas efetivamente funcionam. Ele só tem um monte de informação e ele tenta cruzar de um jeito que faça sentido. Então, a princípio, parece que faz sentido. Você vai a pé, é tão pertinho, não custa nada você ir a pé. Melhor, você vai economizar gasolina, ainda pega um sol. Como é que eu vou lavar o carro? Não, eles têm tudo lá que precisa pra lavar o carro, não precisa se preocupar com isso. Ele não consegue juntar o lé concreto.
Flávia: A gente acha que aí é, de fato, pensar.
Palacios: Ela pensa, mas o que ela não tem... Ela faz o processo de associação, de padronização e tal, mas o que ela não tem é a experiência do mundo real para saber como no mundo real as coisas funcionam. Ela não opera no mundo real. Então é aí onde o humano tem a grande vantagem, que é eu sei, eu vivi, eu estive lá, sabe? Eu vi e vi e venci. É um pouco... Essa é a grande vantagem do ser humano, o fato de... E de um expert a vantagem maior ainda é de alguém que tem isso num patamar que as outras pessoas não têm. Não só eu sou um ser humano e sei como as coisas funcionam no mundo real, mas eu sei como este assunto funciona no mundo real. Eu sei como as pessoas reagem, eu sei o que acontece quando tal coisa acontece. Você sabe toda a cadeia de ação e reação? Que a IA no máximo tem relatos disso, mas ela não tem a riqueza absurda que é ter vivido aquele momento. Então, a vivência dos momentos é o que realmente você deveria estar olhando para isso como seu maior tesouro, porque a sua prova de futuro, onde a IA não vai te substituir, é nessa riqueza da vivência do momento presente. Você ter toda essa tridimensionalidade de um tempo presente, sabe? De você saber o amor, de você saber o sentimento, de você saber como a pessoa reage, de você pegar micro-expressões, que talvez na hora você nem tenha, seja conseguindo captar tudo isso, mas na hora que você vai buscar, você consegue, ou na hora que você tá vendo alguma coisa e chama a atenção, que daí, mesmo que tivesse uma câmera filmando, pra ela não é isso que ia chamar a atenção. Porque a câmera tá pegando só uma coisa audiovisual, ela não tá pegando todo o resto. Então, essa riqueza da experiência do mundo real é onde o ser humano é imbatível.
Flávia: E aí é uma das formas como o storytelling se conecta com inteligência artificial, porque muita gente não entende. Pera lá, vocês são uma empresa de storytelling, contam histórias há 20 anos. Que história é essa de vocês estarem agora completamente mergulhados em inteligência artificial? Foi até engraçado que a gente fez uma reunião semana passada numa grande empresa, apresentando os nossos agentes, E a pessoa lá, ultra especializada, tá na China direto, tá no Vale do Silício direto, falou, cara, eu tava perguntando a todo mundo, eu precisava disso, né, desses agentes com personalidade, como é que vocês que não são de TI decifraram isso? É porque primeiro, o Fernando é praticamente de TI mesmo, e segundo, porque inteligência artificial e storytelling eles estão intrinsecamente conectados. O melhor uso da inteligência artificial é através do storytelling, seja você montando agentes com personalidade, com história, com identidade, de modo que eles tragam um resultado mais adequado, mais claro e mais apurado mesmo. Em segundo lugar, na hora de você contar, a Ayala vai fazer o trabalho de muita gente. Isso é inegável. Você pode espelhar o quanto você quiser,.
Palacios: Mas... Já está acontecendo.
Flávia: Já está acontecendo. Você pode ignorar a realidade, mas você não pode ignorar as consequências de ignorar a realidade. Então, isso já está acontecendo. Dito isso, a melhor maneira de você utilizar é justamente por meio das suas histórias.
Palacios: Porque o seu expertise tem a ver com as suas histórias, a sua autoridade tem a ver com as suas histórias, tudo tem a ver com as suas histórias. No final, o storytelling nada mais é do que a grande ponte do ser humano com o mundo. O storytelling é uma coisa tão ancestral, que vivemos desde a época das cadernas, faz ponte com qualquer coisa. Essa expressão artística, a história interna é uma música, é uma história. Então, esse lado de artístico nada mais é do que formas diferentes de contar a história. Então, quando você vai para um lado corporativo, o que é uma reunião? Nada mais é do que alguém indo lá contar uma história. Ela pode estar contando da pior forma possível, mas ela está tentando contar uma história. Por isso que os meus treinamentos corporativos é basicamente só melhorar o jeito de contar essa história. A história você tem, só está mal contada. Também é um jeito de contar a história. O que é uma marca? Nada mais é do que um postulamento que transmite uma história. Quando a gente vê, são várias pontes. Agora a gente está fazendo essa ponte com as máquinas, mas a melhor ponte possível também são as histórias, porque é onde... Primeiro, ela foi treinada com informação humana, então ela foi treinada com histórias, então isso já acaba sendo uma natureza dela. E a outra coisa muito interessante é... Mas ela não viveu as histórias, então é o que falta para ela. Ela pode se comportar como um excelente personagem se você direcionar, mas é um personagem fictício, porque ele nunca deve dormir quando ele fome. Você pode até trazer isso pra ele, você pode enriquecer com isso. E aí ele tem um bom ator, porque o ator é aquela pessoa que tá vivendo por alguém que não é. Ele pode, às vezes, até a pessoa ficar meio perturbada, mas não é. Mas a experiência real é só quem viveu. Naquela sua situação, né? Que a sua seguidora falou, pô, conta aí como é que faz essa transição de a criança mais velha receber bem a criança mais nova. Cara, você pode tentar falar horas com inteligência artificial sobre isso, provavelmente ela vai só falar bobagem. Porque não tem informação sobre isso na internet, então ela não sabe como isso se comporta no mundo real, ela não tem a menor ideia. Tudo pra ela é um chute a partir daqui. É um chute.
Flávia: Ela não camou o filho, né?
Palacios: Não, não camou o filho.
Flávia: Ela não sabe essa sensação maluca que é uma criança é o centro do seu universo e de repente chega outra. E que você precisa cuidar também e demanda muito de você, até mais. E como que você faz isso? Como que você lida com isso? Ainda que ela seja alimentada com informações a esse respeito, aparentemente não há muitas, ela nunca vai saber o que é, né? A sensação daquele cheirinho de passarinho, aquele neném novo chegando em casa e aquele outro preocupado, né? Quem que é essa criatura que chegou aqui agora? Meus pais me tinham só pra mim. Então, realmente, são essas histórias que nós temos, embora muitas pessoas pensem que não tenham histórias boas o suficiente, que nos tornam realmente seres, seres únicos e a nossa separação das máquinas.
Palacios: Na essência, a pessoa achar que não tem história boa o suficiente é porque ela acha que a boa história tem a ver com isso aí, sabe? Ela precisa pegar, passar uma grama de uma coisa heróica, né? Algo muito grande. Talvez nem tenha algo que seja tão heróico nesse sentido. Mas não quer dizer que ela não tenha boas histórias, porque no final é isso. As boas histórias, elas acontecem no cotidiano. Do ponto de vista de A, qualquer história sua já é melhor do que a dela, no sentido de riqueza de detalhe. Toda história tem muito valor. Mas, além disso, se você viveu coisas que só você viu, e você sentiu coisas que só você sentiu, pelo mínimo, a sua perspectiva já é única, e aí já tem um valor. E não é aquele, ah, mas todo mundo teve filho. Não, beleza, todo mundo não. Muitas, bilhões de pessoas tiveram filho. Bom, mas a forma como você lidou com isso, se fosse uma forma como Porque você vai ter se compilado de um monte de coisas que vem desde a sua cultura familiar, a cultura da onde você tá inserido, que vai ter a ver com religião, que vai ter a ver com o país, que vai ter a ver com... Isso é uma coisa. Aí mais as que você viveu na vida. Mas vai juntando tudo isso e você vira realmente uma coisa de identidade, único. Igual o seu dedão, o seu polegar. É uma combinação que só você tem.
Flávia: E a gente vê os nossos clientes muito preocupados com isso. Não, mas eu... A outra também é advogada. Sou advogada, mas eu tenho um clube de leitura, mas eu também gosto de jogar vôlei. E aí ela se sente travada, ela acha que ela precisa de ter um Instagram pessoal dela e outro para falar com os clientes do escritório e outro para o clube de leitura e de repente ela até pode ter todos esses perfis, Se ela une tudo isso numa comunicação única e consegue articular de maneira estratégica todos esses chapéus, todas essas facetas, ela se torna uma advogada muito mais interessante. Porque uma vez que eu vejo todo o repertório que ela tem de Machado de Assis e tudo mais, você respeita mais a pessoa. Nossa, ela lidera esse grupo há tanto tempo. Com tantas mulheres, com tantas autoridades que frequentam esse clube, né, lá dando aula para as outras pessoas, enfim, promovendo esses encontros maravilhosos. Qual que é essa advogada? Ela tem um diferencial? Ou, de repente, a pessoa que sabe sobre isso também nos identifica com ela, o que é ótimo também, né, que aí conhecendo mais dela já até separa. Então, realmente, aquilo que as nossas histórias, os nossos gostos, interesses, tudo isso, é justamente o que a gente não pode deixar de mostrar para o mundo.
Palacios: Peraí, no final ia ajudar a gente a transbordar o nicho, porque teve durante muito tempo essa coisa do nicho, nicho, nicho, você tem que ficar super pequeno e encontrar uma coisa onde só você Storytelling, já tem o Fernando. Fazer storytelling para a rede social. Não, mas aí já tem. Storytelling para a rede social, para médicos. Não, mas storytelling para a rede social, para médicos, endocrinologistas. Os endocrinologistas que fazem cirurgia, sabe assim? Vai ficando xixixi, cada vez mais restrito. E eu até entendo, é um jeito de fazer uma especialização. Mas é o jeito mais fácil pra você ficar super monótono ao mesmo tempo. Você só vai ficar falando de uma coisinha o tempo inteiro. Tudo bem, vai interessar aquele grupinho, mas vai ficar preso naquele grupinho.
Flávia: E aquela pessoa passou aquela fase eventualmente da vida?
Palacios: Aquela pessoa é chato também, ficar só fazendo isso, só ficar falando disso. Porque quem é expert em alguma coisa, via de regra, tem um leque de coisas que interessa, que contribui, que não chegou nisso por acaso. Então essas coisas tão conversando com outras e cortar as outras Tira a empolgação da pessoa também, de gerar conteúdo. Porque conteúdo vira um trabalho chato. E não deveria ser isso, sabe? O conteúdo deveria ser um negócio em tudo, se você fizer direito. Mas é a coisa mais legal. Porque é igual você estar tendo uma conversa com amigos, só que pra mais gente. Você amplia o seu leque de amigos. Ou pra você ter aqueles clientes legais que você estaria fazendo alguma coisa muito legal com ele. Paciente, que você gosta.
Flávia: E amplia na vida sua superfície de sorte. A gente tem muitos exemplos disso, né? Nós mesmos, a gente aqui é super caso de ferreiro espeto de pau, no sentido de que a gente é super entusiasta de conteúdo, já produzimos em várias fases, e tem outras que a gente de fato não produz, e a gente entende justamente o expert que às vezes não dá conta de colocar isso tudo de uma vez na vida, porque a gente também passa por isso. Mas a verdade é que toda vez que a gente faz o conteúdo caber na vida, isso aumenta muito a nossa superfície de sorte.
Palacios: Só coisas boas acontecem.
Flávia: Só coisas boas acontecem, desde mais clientes que aparecem, obviamente, mas também mais ajudas, mais amizades, mais contatos. Então, eu acabei de voltar do Rio de Janeiro onde eu encontrei pessoas que eram minhas amigas virtuais há anos, pessoas que eu admiro, profissionais que eu gosto muito, que a gente começou tendo uma relação ali, de uma, no caso, uma seguia a outra, a outra só eu seguia, mas você começa a criar um relacionamento ali por DM, E, eventualmente, você vai gerando realmente um relacionamento real que transborda, que te ensina muitas coisas. E, para além disso, a gente, na gravidez do Frederico, uma gravidez de risco, a gente passando por vários países da Europa, em vários deles a gente não tinha acesso à língua local, as pessoas não falavam inglês, e brotava uma seguidora para acompanhar a gente no hospital, ou brotava uma seguidora que estava saindo do Brasil e ia para o país para levar alguma coisa para mim, Ou brotava alguém que se disponibilizava a nos ajudar de alguma maneira E você sempre via que era uma pessoa legal, que de fato poderia ser sua amiga Poderia ser alguém do seu núcleo íntimo de convivência Porque justamente você tá abrindo ali quem você é, todas as suas vulnerabilidades, seu lado bom, seu lado não tão bom assim, o seu brilho, mas com isso você faz conexões e você aumenta a sua superfície de sorte na vida, aumenta a sua chance de que coisas boas aconteçam.
Palacios: E essa é até oportunidade que você não conseguiria imaginar. Aí surge um convite para escrever um livro, para dar uma palestra, uma coisa que você nunca teria nem cogitado, que não tem a vexuália de atuação. Legal. Eu ganhei um prêmio internacional por isso. Não fui lá e me inscrevi. Foi uma coisa que aconteceu por decorrência de eu estar com essa plataforma de sorte minimamente bem posicionada.
Flávia: Então, eu acho que talvez o... Nossa mensagem principal desse dia de hoje é em 2026 não dá pra gente ignorar a existência das inteligências artificiais, não dá pra gente ignorar a importância do storytelling, tanto pra nossa relação com as máquinas ser uma relação melhor, quanto pra nossa relação com as pessoas também, a gente contar as nossas histórias, contar o nosso trabalho, aquilo que a gente é nosso produto nosso serviço da melhor maneira possível por meio das histórias para trazer conexão e de certa maneira para gente se entender também porque pelo menos Eu percebo claramente comigo e com as pessoas próximas que a nossa vida muda, a nossa relação muda com nossas emoções, com nossos sentimentos, com nossas percepções de vitória e derrota, quando a gente muda a forma como a gente conta os acontecimentos para nós mesmos. Então, aprender a contar história é algo que te ajuda em todos os níveis da vida. Você passa a ver os seus acontecimentos da vida de uma maneira diferente, você passa a sentar numa mesa e contar a história de um jeito diferente, as pessoas te veem como mais interessante, e tudo isso faz você transbordar.
Palacios: É mais uma ponte, a ponte para dentro também.
Flávia: A ponte para fora e a ponte para dentro, realmente. O segredo para esse novo mundo, esse novo mundo das máquinas, é voltar lá para a época das cavernas, lá para o redor da fogueira, onde a gente sentava ali e se comunicava, contando histórias. Com o que o humano tem de mais humano.
Palacios: Exatamente.
Flávia: Que é contar histórias. Acho que temos nosso primeiro episódio, hein?
Palacios: Acho que sim.
Flávia: Sem roteiro, sem tema, sem organização, sem... Não tinha nem logo. A gente mandou aqui o que a gente tinha da... A gente não falou da autoria, a gente falou da historietela. Não explicou a autoria, eu acho que faltou isso pra gente fechar.
Palacios: Explica a autoria.
Flávia: Eu explicar a autoria?
Palacios: É lógico.
Flávia: Então tá bom. Então o Fernando tem a Storyteller's há 20 anos, contando a história das grandes marcas. Fala algumas aí, todas, né?
Palacios: Todas não, mas eu sempre faço a brincadeira. Pense em cinco marcas que você gosta, eu certamente trabalho com pelo menos uma delas.
Flávia: Na U, no Nive, no próprio Facebook, né, LinkedIn, Google, todas elas. Então, Fernando, tem essa história dela há 20 anos. Nos últimos cinco, participei de grandes projetos com você, né? Então, a gente, na Europa, viveu Coca-Cola, por exemplo, e vários outros que foram acontecendo. E aí, eu sempre contei, né, minha gente, quando a gente se conheceu, eu já contava as minhas histórias em rede social, de maneira bastante intuitiva. Com você, eu fui aprendendo storytelling de um jeito, aprendendo a teoria para além da intuição, do que eu aprendia em livros de literatura, e aí a gente entendeu em dado momento que não era só para a gente contar, a pedido de muitos amigos, já que você conta a história de todo mundo, me ajuda a contar a minha, sou eu pessoa física aqui, não sou a Nike, não só a Coca-Cola, não só a Sbarobsky, mas gostaria de contar minhas histórias também e pra gente era muito difícil atender marcas pessoais naquela época porque demandava um grande tempo e a marca pessoal geralmente não conseguia arcar com um investimento maior em marketing e aí com a inteligência artificial a gente conseguiu realmente fazer essa conexão do storytelling que a gente fazia, né, o Fernando faz a 20 anos e eu a 5 para as grandes marcas, trazer isso para as marcas pessoais. E realmente aí surgiu a autoria, que é um jeito até legal que termina com IA, apesar de que a gente já sonhava com a autoria muito antes disso. Surgiu a autoria como uma forma da gente conseguir ajudar a maior quantidade possível de pessoas a contarem as suas histórias, a se posicionarem nas redes sociais, em artigos de jornal, se posicionarem no YouTube, escreverem livros, todo tipo de trabalho de autor que, no fim das contas, todos nós somos autores.
Palacios: Se você criou um método, você é autor. Se você escreveu um livro, você é autor. Se você escreveu sua biografia, você é autor também.
Flávia: E a gente tem uma grande chance hoje em dia de você chamar para si assumir a narrativa da sua própria história. Não existe agora uma chance de que quando alguém pesquise sobre você no Google, no chat IPT, você seja o autor da história que está sendo contada sobre você. E não algo que alguém escreveu a seu respeito ou que de repente... Você pode agora controlar a narrativa.
Palacios: A primeira vez que eu fiz essa busca, pra quem é Fernando Palacios, bem lá nos primórdios, assim, ele inventou tanta coisa, tanta coisa, tanta coisa, tanta coisa, e cada vez mais ela foi melhorando nesse sentido, de ir buscando mais informação, de melhorar o treinamento, tudo isso. Mas agora você pode realmente dizer pra ela quem é você, e ela vai simplesmente só recontar a história que você já contou pra ela. Então contar a sua história pra máquina, Também é uma coisa importante. E aí acho que o grande lance é, óbvio que existe por trás uma grande necessidade técnica. Tanto para você contar bem sua história para as pessoas, quanto para você contar bem sua história para as máquinas. E quando eu entrei no storytelling eu entendi isso meio que na prática. Eu achava que era uma coisa meio que dom, talento. Eu achava que tinha gente que nascia com isso e quem não nascia com isso. Eu achava que eu tinha um pouco. Eu não achava que eu era exatamente brilhante, mas eu gostava do meu texto. Quando eu fui fazer a primeira peça de teatro, eu não sabia nem por onde começar. Comecei a estudar sobre isso e descobri que Aristóteles, 2300 anos atrás, escreveu um livro sobre como fazer uma peça de teatro. Não tem técnica por trás. Aí eu fui pegando essas técnicas e aí chegou no método que eu fiquei desenhando no final do ano passado, que era botar isso tudo no papel. A autoria já é versão 2.0 da Storytellers nesse sentido, porque todas as técnicas que só estavam disponíveis pra Nike, pra Svarovski, pras grandes marcas, e até pra parte mais autoral, aquelas coisas que eu fazia pra escrever os meus livros, as minhas histórias mais autorais, tudo isso foi passado pra autoria. Então os agentes, no final, são treinados com tudo aquilo que eu sempre fiz pras grandes marcas, inclusive Parte da matéria-prima é até as coisas que eu fiz para essas grandes marcas. Então ela tem ali informações que nem estão disponíveis na internet, que são documentos internos, e que foram, ajudaram a calibrar, ajudaram ela a entender como é que faz aquilo desse ponto de vista da Storyteller. Então ela é realmente a versão 2.0, é o acesso para a pessoa física daquilo que sempre só esteve, nem para a pessoa jurídica, para as grandes corporações. Então acho que, ao mesmo tempo, é uma forma de ser uma grande libertação, de você poder ter uma vida muito mais de acordo com uma autenticidade pessoal, ser mais genuíno com você. Porque ser autor também é ser isso, é saber falar quem é você, como são as suas coisas, do que você pensa, o que você sente. E até por isso que a gente pega e grava todas as nossas conversas, entre a gente, com o cliente, e joga pra IA, e ela faz a parte burocrática. Ela pega, estrutura, organiza, e ela deixa tudo pronto pra depois, na hora de gerar o conteúdo, já tá lá. Mas o que importa da gente mesmo é isso. São essas histórias, são a gente contar isso.
Flávia: É por isso que a gente resolveu gravar esse podcast, né?
Palacios: Exatamente.
Flávia: Não tava na hora, não cabia na nossa agenda, em condições não ideais, mas a gente entende a importância de estar lá, porque quando a gente passa aqui uma hora, uma hora e pouco contando a nossa história, falando do que a gente tá fazendo, dos cases que a gente tá vivendo, de onde surgiu, né, quem é Fernando Passos, quem é Flávia Monjardim, quando a gente consegue parar um tempo para falar isso, né, organizar bons descritivos, bons vídeos, a gente vai cada vez mais construindo a narrativa sobre quem nós somos e o que nós fazemos. E a gente não precisa esperar que a máquina deduza ou que alguém diga, alguém dê a sua própria versão. Eu sou muito, muito, muito fã de Steve Jobs. Caí nele por puro acaso. Fui ler a biografia do Bob Iger, o CEO da Disney. Ele fez uma grande amizade com o Steve Jobs. O Steve Jobs morreu e eu me acabei de chorar. Criei uma conexão ali com ele, e aí fui ler a biografia do Steve Jobs, e algo que me chamou muita atenção, ele é essa figura super controversa, claramente um grande autor e um grande storyteller, eu nunca vou esquecer de algumas passagens do livro dele, mas especialmente da dedicatória, porque ele fala em duas linhas, Ele fala assim, para os meus filhos, para que eles saibam. E aí, lendo o livro, eu consegui entender o objetivo dele em ter perturbado Walter Isaacson para que ele contasse, que escrevesse a biografia sobre ele. Era muita mentira espalhada nas mídias. Era uma figura controversa, uma figura que nem sempre era a pessoa mais simpática, mais acolhedora. E aí, justamente por ter colecionado alguns inimigos ao longo da vida, muita coisa inverídica foi dita sobre ele. E ele contratou o biógrafo mais imparcial que ele conheceu, deu livre acesso à casa dele, à empresa dele, inclusive às partes dele que ele não se orgulhava. Ele fez questão de não ler a biografia dele, ele fez questão de não ter nenhum tipo de controle. E a gente percebe quando a biografia foi controlada, foi comprada ou não, porque ele queria que os filhos dele tivessem acesso à essência dele. A quem ele, de fato, é. E isso, pra mim, foi uma grande aprendizagem, sabe? Muitas vezes, o que vai sobrar pra gente, se a gente não controlar a nossa narrativa, se a gente não escrever as nossas histórias, se a gente não externalizar pro mundo as nossas histórias, a gente não sabe que horas a nossa vida vai acabar, a gente não sabe em que momento a gente vai poder contar pros nossos filhos quem nós somos, o que nós fizemos, e não a impressão dos outros sobre quem nós somos e o que nós fazemos. Então, dito isso, em homenagem ao meu grande amigo Steve Jobs, a gente encerra assim o primeiro episódio Autoria Podcast, vai ser assim? Não sei, preciso pensar sobre isso, mas esse primeiro momento da gente realmente parar e vir aqui contar as nossas histórias para os nossos filhos, para que eles saibam.
Porque seguidor e engajamento são métricas de audiência social, em boa parte trancadas dentro de redes fechadas que o modelo não consegue ler. O que ele lê e consegue verificar é prova documentada em página aberta e indexável. Audiência grande em superfície fechada não chega até ele.
É a resposta mediana que um modelo de propósito geral entrega quando mistura o melhor conteúdo da internet com o ruído e com os mitos sobre o mesmo tema, sem curadoria de especialista. O teste é simples: quanto melhor a resposta parecer, menos quem lê domina o assunto.
Com uma página no seu próprio site que conte a história daquela credencial e aponte o link da instituição que a concedeu. O modelo trata alegação sem prova como descartável, porque verificar custa caro e descartar é barato. A prova precisa estar em texto aberto, nunca só em imagem.
Segundo o episódio, ela funciona como fonte de verdade e não como fonte de autoridade. O que está publicado lá tende a ser tratado como verdadeiro pelos modelos, e estar lá não transforma ninguém em referência. As duas funções são diferentes e não se substituem.
A Autoria é a boutique criativa que leva a pessoas físicas, por meio de agentes de inteligência artificial, as técnicas de storytelling que antes só existiam em projeto de marca grande. Ela é o braço para especialistas da Storytellers, primeira empresa de storytelling do Brasil, fundada em 2006.
Economia da confiança é o regime em que o valor deixa de vir da atenção capturada e passa a vir da confiança que se pode verificar. No lugar de disputar segundos de audiência, o profissional acumula prova aberta do que sabe e do que já entregou, para que uma pessoa ou uma máquina consiga conferir sozinha antes de recomendar.
Nota 5 é o apelido que este episódio dá à resposta mediana de um modelo de propósito geral. Ela nasce da mistura entre o melhor conteúdo público sobre um tema e o ruído sobre o mesmo tema, sem curadoria de quem domina o assunto. Um agente com recorte estreito de domínio entrega acima dessa média.
Agente especializado é uma instância de modelo de linguagem configurada em profundidade num domínio único, com fontes, método e voz definidos. O recorte é o que tira a resposta da média genérica: no lugar de responder sobre tudo com igual segurança, o agente responde sobre pouco com lastro.
Superfície de sorte é a área de exposição narrativa de uma pessoa. Quanto mais território ela cobre com história contada em superfície aberta, maior a chance de uma oportunidade não planejada encontrá-la. Aumentar a superfície é deixar mais pontos de contato verificáveis no caminho de quem procura.
Pirueta é a virada que conecta o assunto do momento ao assunto principal de quem escreve. No episódio o exemplo é a advogada que amarra prazo de processo judicial a Copa do Mundo. A pirueta empresta a atenção que já existe num tema quente e a devolve ao território de autoridade de quem fala.
Registro canônico da Storytellers, 2026
Case fundador de AIEO da Storytellers, a Bayer, 2026
Atualizado em 12 de agosto de 2026. Episódio gravado em 12 de junho de 2026, em Vitória.